sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Bondinho de Santa Teresa: O que esperar?





O Bondinho antigo em plena atividade: alegria de moradores e turistas

Em agosto deste ano, o maior acidente já ocorrido com um bonde no Rio de Janeiro completou 3 anos. A tragédia que deixou 6 mortos e 50 feridos no Bondinho de Santa Teresa, em 2011, trouxe grandes e graves consequências a um dos bairros mais famosos da cidade maravilhosa.
Além do fechamento do ponto turístico (um dos mais procurados pelos visitantes do Rio), e da perda da identidade construída no bairro em cima da circulação do bonde, as infinitas obras e interdições na área causaram transtorno aos moradores do bairro e muito, muito trânsito.
E a reinauguração? O que os amantes do bonde, os visitantes da cidade e os moradores do local podem esperar?
A primeira previsão do Governo do Estado era de que as obras fossem entregues até Marco. Não cumprida.
O prazo de conclusão se estendeu até junho, em favor da Copa do Mundo. Não cumprido. Na época, os habitantes do bairro chegaram a realizar protestos contra a demora e o descumprimento das promessas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

450 anos de Rio, duas finais de Copa do Mundo: o Maracanã em duas decisões



Comemorar 450 anos de Rio de Janeiro e não lembrar do Maracanã é impossível. A grandeza de um esta ligado ao outro. Palco das grandes decisões, o Maracanã desde da sua existência é fator de alegria, paixão, momentos inesquecíveis de todo carioca e, porque não, de todo o brasileiro.

Palco de duas decisões de Copa do Mundo, nas quais o Brasil não teve muito sucesso, o Estádio Mário Filho ficou conhecido por consagrar heróis inesperados como Ghiggia, autor do gol da vitória do Uruguai na final contra o Brasil, e Mário Götze, responsável por dar o tetracampeonato alemão na final da Copa do Mundo de 2014, sobre a Argentina.

A Corte de Portugal no Rio de Janeiro


O Rio de Janeiro em 2015 completará 450 anos de existência, 450 anos de cidade maravilhosa.

Maravilhosa por suas belezas naturais, pelo seu clima, pelo seu povo, mas também por sua
moderna infra-estrutura.
As benfeitorias criadas pelo homem ao longo do tempo foram importantíssimas para o desenvolvimento e embelezamento da cidade. Mas apesar de sempre de ter sido uma cidade modelo para o resto do país, o Rio de Janeiro só teria um grande salto urbanístico no ano de 1808, quando, fugindo do exército napoleônico, a corte real portuguesa foi obrigada a se transferir para as terras cariocas.

Dois anos antes, em 1806, a Europa ocidental se encontrava sobre o domínio quase total do Imperador da França, Napoleão Bonaparte, que anexava nações ao território Francês e atacava severamente quem se posicionava contra a sua política expansionista. 
O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, a principal potência da época, viu o crescimento econômico Militar da França como uma ameaça aos seus interesses, e condenou o imperialismo napoleônico. 
Os franceses, então, decidiram declarar guerra à Inglaterra, mas devido a poderosa marinha britânica, não foi possível conquistar o território rival. Visando enfraquecer a economia dos ingleses, que era o grande amparo do poderio britânico, Bonaparte determinou que todos os países europeus parassem de negociar com a Inglaterra, pois, caso negociasse, esses seriam invadidos pelo temido exercito francês. Esse boicote ficou conhecido como Bloqueio Continental.

Napoleão e o Bloqueio Continental

Portugal que era parceiro e dependente comercial da Inglaterra, ficou em um grande dilema: se não aderisse ao bloqueio, seria atacado pelas tropas de napoleão; caso se aliasse aos franceses, seriam os ingleses que invadiriam seu território. Diante da demora do governo luso em tomar uma posição, Napoleão ordenou a invasão de Portugal. Com medo, o príncipe regente, Dom João VI, decidiu fugir junto com a Corte portuguesa para o Brasil, sendo escoltado pela marinha britânica, que os ajudariam na fuga. Em 28 de novembro de 1807, a Família Real e mais 15 mil portugueses – entre servos e empregados domésticos ­, deixaram Portugal e o restante da população lusitana e partiram rumo à capital do Estado do Brasil, na época, a cidade do Rio de Janeiro, que também viria a ser a capital de Portugal..
Com a transferência da família real para o Rio de Janeiro, a corte portuguesa viu se obrigada a
tratar de maneira diferente sua colônia do continente americano, pois precisava acomodar melhor a elite lusa, e, necessitava aumentar a sua riqueza (e consequentemente seu poder), que havia sido bastante enfraquecida após a grande fuga. E, assim, foram tomadas duas medidas que foram fundamentais para o desenvolvimento do Brasil: a primeira foi abrir os portos brasileiros ao comércio com as nações amigas de Portugal, acabando assim com o Pacto Colonial, que sujeitava a colônia negociar somente com a metrópole; a segunda ação foi decretar a suspensão do alvará de 1785, que proibia a criação de indústrias no Brasil.

Os laços Brasil-Portugal se estreitam com a chegada da Família Real

Antes de servir como sede para o Império Português, o Rio de Janeiro, mesmo sendo a capital Brasil, era um lugar bem modesto em comparação aos altos padrões europeus. Com uma população de pouco mais de 50 mil habitantes, a cidade não tinha estrutura suficiente para receber um número tão grande de pessoas. Por isso Dom João requisitou as melhores casas da cidade para abrigar temporariamente os nobres de Portugal. Qualquer residência que fosse marcada com um "P.R." ("Príncipe Regente"), tinha que ser imediatamente desocupada.

Apesar dos despejos, a população carioca em geral ficou encantada com as novidades e melhorias que a presença da realeza dos nossos colonizadores trouxe a cidade. Ruas foram pavimentadas e equipadas com iluminação; novos chafarizes, prédios público e residenciais foram construídos. Agora como um grande ponto comercial, o Rio de Janeiro agora começou a receber uma grande quantidade de artigos de luxo. Lojas de roupas finas, joalherias, salões de cabeleireiros passaram a funcionar tendo como clientela pessoas da Corte e da elite local.


Ainda em 1808, foi criado o Real Hospital Militar, o Jardim Botânico e o Banco do Brasil, que emitia papel-moeda e a concedia créditos a população, principalmente para aqueles que decidissem ir plantar e criar gado nas regiões pouco habitadas. Esse estimulo que Dom João VI deu para interligar a capital ao interior do país foi como que a oficialização de que a colônia brasileiras deixaria de ser somente para a exploração, para ser majoritariamente de povoamento.

No mesmo ano, Dom João autorizou o funcionamento de tipografias e a publicação de jornais, e desta forma, foi “inaugurada” a imprensa no Brasil. O príncipe regente expediu em maio de 1808 um ato real criando a Impressão Régia. Seu objetivo era imprimir “exclusivamente toda a legislação e papéis diplomáticos”. 
Em menos de um mês, foi criado também uma junta encarregada de “examinar os papéis e livros que se mandassem publicar e fiscalizar que nada se imprimisse contra a religião, o governo e os bons costumes.” A imprensa brasileira, desta forma, nascia censurada.
A Gazeta do Rio de Janeiro foi o primeiro jornal (legalizado) do Brasil. Ele era responsável por divulgar os atos reais e informações sobre o estado de saúde dos reis da Europa.


Nos anos seguintes, foram criados o Museu Nacional, a Academia Militar, destinada a formar não só oficiais do Exército, mas também profissionais capazes de dirigir obras públicas, como engenheiros, geógrafos e topógrafos. E em 1810, com a chegada de livros da Biblioteca Nacional de Portugal ao Rio de Janeiro. fundou-se a Biblioteca Nacional do Brasil.

Por Cassiano Meneses e Gisele Martins

Lapa, o berço da boemia e história carioca


O Aqueduto da Lapa em 1744
Quando falamos sobre o Rio de Janeiro, comemorações e festa na Cidade maravilhosa, não podemos esquecer de um dos nossos principais palcos boêmios e festeiros.
Os Arcos da Lapa simbolizam hoje um cartão postal, um ponto turístico conhecido mundialmente, sempre presente nos roteiros dos visitantes.
Este monumento, hoje protegido pelo Poder Público, como monumento histórico teve seus estudos iniciados em 1602 pelo governador do Rido de Janeiro na época, Martin Correia de Sá, pois recebiam diversas reclamações do povo que sofriam com a falta de agua próximo do Largo da Carioca. O chafariz de mármore que contava com 16 bicas de bronze localizado aos pés do Convento de Santo Antônio era abastecido pelo aqueduto com a água trazida da nascente do Rio Carioca, colhida no Silvestre junto a Santa Teresa.
As obras finalmente são iniciadas somente em 1718 com o governador Aires de Saldanha e Albuquerque. Com a conclusão das primeiras obras onde foram colocados canos de ferro, logo se deterioraram não resistindo à forte coesão e os ataques dos escravos escondidos nos colombos das florestas aos redores. Desta forma o abastecimento foi prejudicado e logo o Conde de Bobadela foi autorizado por uma carta régia no ano de 1744 a reconstruir o aqueduto de forma sólida e segura, utilizando pedra, cal misturada ao óleo de baleia, que na época faziam o papel de uma liga de concreto. Esta combinação era utilizada em construções de fortes, igrejas e construções com maiores durabilidades.
Obra que até então tinha o título de maior e mais importante construção da engenharia do Brasil nos tempos coloniais, tem 42 arcos sobrepostos com 270 metros de comprimento por 17,6 metros de altura em estilo romântico e caiada.
O Aqueduto da Lapa, hoje, em visão panorâmica
Em nossas festas de comemoração do aniversário de 450 anos no Rio de Janeiro a Lapa estará certamente entre as opções de lazer com eventos comemorativos e culturais para os cariocas fazerem a festa e se divertirem como autênticos cariocas.

Por Vitor Arruda

O Arpoador de todos nós


Banhistas e admiradores aguardam o pôr do sol no "Arpex"

O Rio de Janeiro é uma cidade conhecida mundialmente por suas belezas naturais, principalmente suas praias. Uma das mais conhecidas e históricas praias carioca é a do Arpoador. 
Pequena no tamanho e gigante na importância, o "Arpex", como é conhecido carinhosamente, fica entre as praias do Diabo e Ipanema.
A importância do Arpoador é grande não só para a história do Rio de Janeiro como também para o Brasil o mundo, afinal foi lá que em 1948, a alemã Miriam Etz usou biquíni pela primeira vez em terras tupiniquins.
O Arpoador também serve para artistas que querem expor a sua arte, uma das últimas exposições contou com uma vaca caminhando na beira do mar.
A importância do local não para por aí, o pôr-do-sol não poderia ser esquecido. Todos os dias inúmeras pessoas esperam para assistir o espetáculo e aplaudir a bela visão que a natureza proporciona.
Além disso, a bela praia serve de inspiração para vários compositores. São inúmeras as canções que rendem homenagem ao local. Entre elas estão "Lua do Arpoador" do cantor Ivan Lins, "Arpoador" da Mart'Nália, "Faz Parte do Meu Show" do Cazuza, "Pedra do Arpoador" de Paulo Diniz, entre muitas outras.

Por Giovanna Copolilo.





Memórias de uma cidade que não pára


   
Rio noturno: Enseada de Botafogo, Urca, Pão de Açúcar e Niterói ao fundo

      Dono de uma das mais ricas histórias do Brasil, o Rio de Janeiro completará 450 anos de fundação no ano de 2015. Ao longo dos anos, seguindo o ritmo intenso de desenvolvimento dos centros urbanos, a cidade foi se transformando, mas tais mudanças em sua paisagem têm provocado dúvidas, especialmente, quando contribui para a perda da memória histórica do cidadão.  
         Basta um rápido passeio pelo Centro para observarmos essa metamorfose: As novas formas que aos poucos redefinem a Lapa; a demolição da Perimetral – que refletiu visivelmente no trânsito da principal avenida do Rio, alterando a dinâmica de toda a zona central; e o Porto Maravilha, que passa por um processo de revitalização, inaugurou o Museu de Arte do Rio e ainda pretende inaugurar até as Olimpíadas de 2016, o Aquário da Cidade e o Museu do Amanhã.
       Anterior a declaração da Unesco e ao decreto de 2012 que chancelou o Rio de Janeiro com o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana, algumas intervenções na cidade provocaram a perda de lembranças importantes. “É interessante que a preservação exista para que as fontes primárias da história, da arquitetura e do urbanismo sempre estejam disponíveis. O prejuízo para a memória, não só a carioca, é criar ausências, apagamentos na história de povos, de identidades, de grupos étnicos”, afirma a professora de história Patrícia Comarck.
     Nesta seara de mudanças, o Palácio Monroe e o Mourisco são dois exemplos que sofreram transformações irreversíveis, por conta dos mais diferentes motivos, sejam políticos, estéticos ou até mesmo circunstanciais. O primeiro foi demolido apesar de não ter sido empecilho para a construção do metrô e deu lugar a praça Mahatma Gandhi; já o segundo foi reconstruído sem levar em conta o estilo Mouro que o caracterizava.
     Popular na Espanha do século XIII, os traços da arte Moura consistiam em arcos grandiosos e elementos esculpidos de modo ocasional e sucinto. Tal fato revelava aspectos de um período da história brasileira que se concretizava para além dos livros didáticos. “Na Educação, essas construções são interessantes para compor aulas de visitação temática. Indo ao local, lidando com a ambientação, a gente pode explorar melhor os valores arquitetônicos, a parte menos teórica, investindo na imersão do aluno”, diz Patrícia em sua experiência com estudantes do ensino fundamental.
     Ainda hoje algumas demolições em prol da modernidade suscitam dúvidas, mas há uma geração de pessoas, dentre elas pesquisadores e professores cada vez mais atentos a preservação da história e da identidade desta que continua sendo a cidade maravilhosa. Aproveite para conhecer mais sobre perfil histórico do Palácio Monroe e do Mourisco:

Palácio Monroe    


O Monroe e o Metrô em construção
                                              
     Construído no início do século XX, o palácio foi projetado pelo arquiteto e engenheiro militar Coronel Francisco Marcelino de Souza Aguiar para ser o Pavilhão do Brasil durante a Exposição Universal de 1904, em St. Louis, nos Estados Unidos. Após a exposição a estrutura metálica do prédio – desmontável – foi trazida para cá e remontada, em 1906, para sediar a III Conferência Pan-Americana.
     Ao criador do Pan-Americano, o presidente norte-americano James Monroe, foi feita a homenagem, batizando o edifício de Palácio Monroe. O prédio abrigou a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, e o Tribunal Superior Eleitoral, e, durante a ditadura militar, foi transformado em sede do Estado Maior das Forças Armadas.
     Durante as obras de construção do Metrô do Rio de Janeiro, em 1974, cujo túnel foi desviado com a finalidade de preservar as fundações do Palácio, o governo do estado decretou seu tombamento. Não se sabe ao certo o que levou à demolição do edifício, porém, uma das teorias diz que o presidente Geisel aproveitando do apoio dado pelo jornal O Globo, por arquitetos modernistas da época e por parte da população levou o imóvel ao fim por uma questão meramente pessoal.

O belo Palácio que em 1974 seria demolido

     Ernesto Geisel, não só vetou o tombamento como decretou a demolição do palácio, alegando que sua presença atrapalhava a visão do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial – Monumento aos Pracinhas. Hoje, no lugar onde existiu o Palácio Monroe encontra-se a Praça Mahatma Gandhi.

A praça Mahatma Gandhi no lugar do demolido Monroe
Mourisco


O atual Mourisco no início da Praia de Botafogo

     As histórias, porém, não se limitam ao Centro. Na orla de Botafogo, o lugar onde hoje desponta o famoso Mourisco, até a metade do século passado era ocupado por outro prédio. O nome era o mesmo, mas a arquitetura em nada lembrava o atual.
     O edifício original, construído no estilo mouro – o mesmo estilo arquitetônico empregado na Fiocruz – abrigou um restaurante, uma casa de chá/sorveteria e até mesmo uma biblioteca infantil (uma das primeiras a permitirem – e encorajarem – a presença de crianças desacompanhadas), administrada por ninguém menos que Cecília Meireles.

O prédio do Mourisco original

     Durante o Estado Novo, a ditadura do governo do presidente Getúlio Vargas fechou a biblioteca e o local passou a ser utilizado como ponto de coleta de impostos. Em 1952 o prédio foi demolido para dar espaço à obra de construção do Túnel do Pasmado. Hoje, a biblioteca deu lugar a lojas de grifes em um centro empresarial sofisticado, com direito a um heliporto.

Artigo escrito por Gabriel Arouca / Gustavo Rocha

O Personagem João do Rio

     
     Com “Rio” até no nome, o carioca foi um jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo brasileiro. João do Rio, pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, estudou Português no Colégio São Bento, onde começou a exercer seus dotes literários, e aos 15 anos prestou concurso de admissão ao Ginásio Nacional (hoje, Colégio Pedro II). 
     Em 1 de junho de 1899, com 16 anos, teve seu primeiro texto publicado em O Tribunal, jornal de Alcindo Guanabara. Assinando com seu nome "Paulo Barreto", era uma crítica intitulada “Lucília Simões” sobre a peça “Casa de Bonecas de Ibsen”, então em cartaz no teatro Santana (atual Teatro Carlos Gomes).

João do Rio
Rio de Janeiro, em 5 de agosto de 1881 23 de junho de 1921
  
     Entre 1900 e 1903 colaborou sob diversos pseudônimos com vários órgãos da imprensa carioca, como O Paiz, O Dia, Correio Mercantil, O Tagarela e O Coió. Em 1903 foi indicado por Nilo Peçanha para a Gazeta de Notícias, onde permaneceu até 1913. Foi neste jornal que, em 26 de novembro de 1903, nasceu o pseudônimo João do Rio, assinando o artigo "O Brasil Lê", uma enquete sobre as preferências literárias do leitor carioca, deixando para trás "Paulo Barreto". E é como João do Rio que assina o texto do magnífico álbum sobre o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, lançado pela Photo Musso em 1913. 

Curiosidades:
- João do Rio ocupou a cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras. Ele foi eleito em 7 de maio de 1910.
- Foi retratado no cinema, interpretado por José Lewgoy no filme “Tabu” (1982).
Até surgir “João do Rio”, ele tinha mais de onze pseudônimos. 
 * Dentro da Noite - João do Rio: http://www.poemasefrases.com.br/2013/05/dentro-da-noite-joao-do-rio.html  (Clique no link)

  
Assinatura de João do Rio                                              Por Leyda Torquato

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ)





Alerj ao cair da noite com a baía de Guanabara ao fundo

Já que passamos por um período eleitoral a bem pouco tempo, hoje iremos falar um pouco de

um lugar de tamanha importância política para o Rio de Janeiro, e que contribuiu muito para

várias mudanças politicas e sociais no Rio de Janeiro nesses 450 anos.

 A Assembleia Legislativa (ALERJ), onde os poderes legislativos através dos deputados

estaduais passam por grandes decisões que contribuem para a ordem no RJ, Também

conhecida como Palácio Tiradentes, no passado foi a Câmara dos Deputados do Brasil.

Na Alerj existem 36 comissões permanentes, que são formadas por deputados de vários

partidos. De acordo com informações na mídia A Alerj está planejando mudar a sede para um

novo prédio na Cidade Nova, O projeto prevê a construção de duas torres de 20 andares e o

antigo Palácio Tiradentes será transformado em Museu.

Atualmente existe uma amostra permanente sobre a historia do Parlamento Brasileiro, vale a

pena conferir, diariamente das 10h às 17h.

Mais informações:

DISQUE ALÔ-ALERJ 0800-0230007

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Legislativa_do_Estado_do_Rio_de_Janeiro

Fotografia: Por Daiane Carvalho

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Street Art: O som que vem da rua


Rio de janeiro. São aproximadamente 450 anos de reconhecimento não só por sua beleza natural, população alto astral, boemia e afins. Rio de Janeiro é também lugar de arte de rua! Não é necessário procurar muito para achar um músico no metrô, um grafiteiro deixando sua marca e até uma parceria inusitada entre estilos musicais. Que tal um mix de violino com uma pegada de Beatbox? 
Banner do Buiu: Show na rua ensolarada

Madureira, Zona norte do Rio. Um sábado nem tão comum, afinal era véspera do dia das crianças. Ao longe, se houve uma batida diferente.  Tratava-se de uma apresentação de beatbox, que segundo definição Consiste na arte em reproduzir sons de bateria com a voz, boca e cavidade nasal. Também envolve o canto, imitação vocal de efeitos de DJs, simulação de cornetas, cordas e outros instrumentos musicais, além de outros efeitos sonoros. 
BeatBox em plena atividade em Madureira

Ao me aproximar, reparei que dezenas de pessoas, que estavam alí em busca de preço baixo, pararam suas compras para ver o rapaz que com apenas um microfone e um amplificador, substituía toda a aparelhagem pela qual a música eletrônica é composta. 

O Artista e os sons tirados da garganta

O artista era o Buiu Beatbox, que está no Rio faz alguns anos e faz apresentações há algum tempo. Em uma busca rápida na internet, logo encontramos vídeos de Buiu fazendo seu repertório no Largo do Machado, em alguns deles acompanhado de um violinista. (Combinação de ritmos que ficou no mínimo muito interessante) Existem também vídeos do rapaz que é do Paraná, se apresentando em eventos de música Charme. Confira um trecho da apresentação de Buiu BeatBox  e Gringo : 




Gisele Martins
Mayara Gomes

Rio terá musa oficial para coroar os 450 anos da cidade


Em comemoração aos 450 anos do Rio, a Cidade do Rio de Janeiro vai ganhar uma

musa oficial para coroar a data, completados em março de 2015. O concurso Rainha

Rio450 vai mobilizar a cidade para a escolha da mais bela carioca. Serão várias etapas,

e a final acontecerá no dia 17 de janeiro, em uma cerimônia de gala no Centro Cultural

João Nogueira (Imperator), no Méier.

A grande vencedora representará oficialmente a cidade em eventos relacionados às

comemorações. As interessadas precisam ter relação afetiva com o bairro que

representarão. É necessário também enviar foto e um vídeo explicando a importância do

bairro em sua vida. No momento da inscrição, que pode ser feita até 30 de novembro, a

candidata deve indicar o bairro que vai representar e justificar sua ligação afetiva com o

local. O concurso acontece em seis etapas: na primeira, 66 candidatas serão escolhidas

e, na segunda, um júri técnico vai selecionar presencialmente 33 moças, uma de cada

região administrativa, que participarão da grande final. No evento, as moças farão

desfiles e entrevistas, até a escolha da vencedora.

Musa não precisa ser carioca

Exibindo solange-medina.jpeg
Solange Medina, uma das candidatas à musa Rio450

Diferente dos concursos de beleza convencionais, as candidatas devem ter entre 18 e 30 anos

– intervalo que permite mulheres um pouco mais maduras entrarem na disputa. As

interessadas poder fazer inscrições no site oficial Rainha Rio 450 entre os dias 30 de outubro

e 30 de novembro. Na página, as mulheres devem preencher um questionário e atender aos

pré-requisitos. Os jurados selecionarão uma candidata por bairro, por isso é importante

enviar uma foto e um vídeo explicando a importância daquele bairro na vida dela.

O objetivo do Comitê Rio450 com a organização do concurso é engajar a população e

reavivar a memória dos que viveram a época do IV Centenário, em 1965, quando a

decoradora de interiores Solange Medina, então uma adolescente, foi eleita a rainha da

comemoração. Na ocasião, ela foi a responsável por cortar o primeiro pedaço do bolo de

400 metros no Maracanãzinho, além de ser recebida com honras de chefe de Estado em

Portugal e na Espanha.

Para o presidente do Comitê Rio 450, o compositor e poeta Vinícius de Moraes, símbolo da

carioquice desde a época do primeiro concurso, define bem o estilo ideal da

vencedora: “Como já dizia Vinicius de Moraes, carioca não é uma questão de nascimento,

mas sim de estado de espírito”.

Luís Felipe Baltazar


Fonte: Guilherme Brito/G1

terça-feira, 4 de novembro de 2014

J. Carlos Carioca, caricaturista e apaixonado pelo Rio de Janeiro

Um dos mais originais caricaturistas brasileiro do inicio do século XX. O humor, a rapidez e a clareza de seus traços assinalam as mudanças de comportamento e costumes ocorridas, à época, no Rio de Janeiro.

Ao longo de sua carreira J. Carlos, com suas charges, faz a crônica do processo de urbanização da capital carioca e dos seus efeitos sociais. O motivo das charges de J. Carlos é o carioca, seus hábitos e seu entorno. Seus desenhos são testemunhas do surgimento do chope, da fotografia, telefone, o samba, o bonde elétrico, do automóvel, do cinema, do avião, da cultura do futebol, da praia e do carnaval, e no campo político, a República Velha, a Revolução de 30, o Estado Novo e as duas Guerras Mundiais. Sua crônica visual retrata tanto os hábitos afrancesados das classes mais favorecidas, como os chás da tarde na Confeitaria Colombo, como o nascimento da cultura do morro, a disseminação das favelas e a sobrevivência da cultura carioca do Rio antigo no bairro da Lapa.

Quando Walt Disney visita o Brasil J Carlos dá a ele um presente que é a caricatura de um papagaio, que Walt Disney batiza de Zé Carioca.


A Imagem do Sambista carioca pelos desenhos de J. Carlos:


O documentário "J. CARLOS - a figura da capa" foi dirigido pelo jornalista José Brito Cunha, um dos bisnetos do artista. O projeto durou seis anos até ser exibido no Canal Futura em fevereiro de 2009, ano em que o caricaturista foi enredo da escola de samba Acadêmicos da Rocinha. O filme retrata a vida e obra de José Carlos de Brito e Cunha e sua contribuição para a imprensa brasileira durante a primeira metade do século XX. Além de manifestar opinião e crítica com o traço, J. Carlos também influenciou alguns hábitos e modismos da época.

A entrevista está disponível no link abaixo:


J. Carlos gostava muito de desenhar melindrosas:


De agosto a setembro de 2014 o Centro Cultural dos Correios abrigou a exposição chamada J Carlos em Revista. Essa exposição mostrou as três faces do artista designer, cronista e publicitário.

Priscila Correa


O MAR- Museu de Arte do Rio

O Museu de Arte do Rio de Janeiro - o MAR - faz parte do projeto de revitalização da área portuária da cidade, Porto Maravilha, que abrange a derrubada do viaduto da perimetral, a construção do Museu do Amanhã, a nova Praça Mauá e toda uma região dedicada ao comércio e turismo. Inaugurado em 2013, está situado na Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro.
Com projeto arquitetônico do escritório Bernardes + Jacobsen, o complexo do museu é composto por dois prédios: o palacete Dom João VI - em estilo eclético, de 1916, que abriga as exposições - e o prédio onde funcionavam o Hospital da Polícia Civil e o antigo terminal rodoviário Mariano Procópio – um dos primeiros em estilo modernista do Brasil, datado de 1940, onde está hoje a Escola do Olhar. Ambos foram reformados e estão agora unidos por uma praça no térreo, uma passarela suspensa e uma cobertura.


Como uma onda no MAR:
A cobertura é uma obra grandiosa de engenharia, simulando uma onda pairando no ar. A “onda” tem o objetivo de criar harmonia visual entre os dois prédios do MAR, unindo tão diferentes estilos. O projeto audacioso teve o auxílio criativo de um artesão especializado em alegorias para escolas de samba do carnaval do Rio de Janeiro, que confeccionou uma enorme forma de isopor. Essa estrutura foi esculpida em um galpão e transportada em partes para ser concretada no alto dos prédios de uma só vez, em 13 horas de trabalho ininterrupto, por uma equipe de 90 profissionais, num feito inédito no Brasil.

Dia das Crianças na Orla de Botafogo

No dia 12 de outubro a orla de Botafogo recebeu um evento das 8h às 12h para os baixinhos se divertirem no dia especial. Houve participação de NO OLHO DA RUA, e apoio do Botafogo Praia Shopping, ESPANYOL, BRINCARTE, CAPOEIRA DE ANGOLA e CLUBECULT. O evento teve brincadeiras como capoeira, futebol, oficinas e um show em apoio a criação da associação de pais de Botafogo e a criação de um Baixo Bebê Botafogo.

A programação começou às 8h00 no futebol com o RCD ESPANYOL que ofereceu aulas de escolinhas de futebol, torneios e eventos. Às 9h00 foram as oficinas de arte, com pintura de rosto e bolomania com os recreadores do Botafogo Praia Shopping. Em seguida, às 9h30, foi a vez das brincadeiras do BRINCARTE, que estimulou as crianças a descobrir e conhecer o mundo que os cerca com movimentos e motivação do lúdico. 

Para animar, às 10h00, houve rodinha de capoeira com o Mestre Marrom & alunos da Associação de Capoeira Angola, que desenvolveram um trabalho de preservação, pesquisa e prática da capoeira Angola. A música começou para a criançada, às 10h30, com NO OLHO DA RUA, em forma de quarteto tocando musicas instrumentais. 

O teatro, a recreação tradicional e a decoração artesanal ficaram por conta do Clubecult, que tomou conta do espaço às 11h00. O mascote Foguinho chegou às 11h30 e ficou, para a alegria da moçada, até o encerramento do evento ao meio dia.

Thiago Reis

Aterro do Flamengo a um passo do cinquentenário

O maior parque carioca é hoje sinônimo de lazer e desordem



No mesmo ano em que a Cidade Maravilhosa comemorará seus 450 anos, outra data também merece atenção: os 50 anos de fundação do Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, mais conhecido como Parque do Flamengo, Aterro do Flamengo ou, simplesmente, Aterro. A área que nasceu da ideia da urbanista Lotta Macedo Soares em criar uma gigantesca área de lazer aberta a todos, foi tombada como Patrimônio Histórico e Arquitetônico em 1965 e hoje é palco de muitas alegrias e tristezas.

Com mais de um milhão e duzentos mil metros quadrados de área arborizada, abrigando quadras de esportes variados, rampas para skate, anfiteatro infantil, ciclovia compartilhada com área para corrida e caminhada, e, ainda, toda a orla da praia do Flamengo, o maior aterro urbano do mundo, é reconhecidamente a maior área de lazer pública e gratuita da cidade.

Com tanta área disponível e um contingente de apenas oito guardas-municipais que dispõem de um único veículo, segundo informação de um guarda municipal que tapou o nome no uniforme para não ser identificado, a rotina no parque é motivo de preocupação para seus frequentadores. Entretanto, a patrulha não se restringe a órgãos oficiais; moradores do bairro, tais como a fotógrafa Christina Amaral, mobilizam-se para pedir melhorias. Na página Aterro Vivo - grupo criado na rede social Facebook com o objetivo de discutir soluções voltadas à revitalização, manutenção e segurança do Parque do Flamengo-, a ativista publica na rede social o resultado de suas “patrulhas” diárias e frequentemente denuncia possíveis irregularidades no parque. Christina explica que os carros que trafegam no parque são um grande problema e que, inclusive, já presenciou o atropelamento de uma ciclista por um caminhão da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb).

“Estão todos reclamando da carga e descarga no meio dos pedestres. A polícia parou e falou que não podia. O cara da barraca e da Kombi nos xingaram e nos ameaçaram na frente dos policiais” e “Tragédia anunciada: os carros continuam” são apenas duas das várias postagens de Chistina alertando sobre um problema recorrente e reparado até mesmo por quem, a princípio, seria parte do problema. Telma dos Reis, de 56 anos e dona da “Barraca da Telminha 4/78” há vinte anos, usa uma bicicleta de carga para carregar os cocos que vende e desabafa: “Bombeiro, até a segurança, todos passam ‘voadão’ por aqui. Bicicleta, nem se fala; não usam a ciclovia. Este é um dos grandes problemas daqui. É isso todo dia.”

Após circular por pouco mais de uma hora no parque, foi possível cruzar com três carros da empresa de telefonia Vivo estacionados sobre a grama, um da Comlurb e outro da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) trafegando na ciclovia e alguns tratores e maquinários relativos à estação de tratamento de esgoto no rio Carioca. (Foto: Christina Amaral)

Vocação para grandes eventos

O dia 21 de setembro foi mais um exemplo de como o Parque do Flamengo pode se transformar em uma arena para eventos grandiosos. O Dia Mundial sem Carro foi comemorado com a 27ª edição de “Um dia sem Carro” junto com o 3º “Circuito Pedalar”, Apesar da chuva que insistia em cair, os eventos conseguiram concentrar aproximadamente 20 mil ciclistas que percorreram o circuito de 12 quilômetros entre o Monumento dos Pracinhas e a Praia de Botafogo. (Assista ao vídeo abaixo)


Maria Cecília Castro

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Rio de Janeiro através da música

Canções são prova de amor pela Cidade, trilha de sua essência e do Carioca

O Rio de Janeiro é uma cidade inspiradora, em diversos aspectos, principalmente pra arte. Seus cartões postais são conhecidos mundialmente através de fotografias, cinema, moda, literatura e claro, através da música. Canções emblemáticas, conhecidas não só pelos brasileiros mas por estrangeiros, descrevem a essência e a história do Rio e dos cariocas sendo consideradas trilhas sonoras pra muitos que vivem ou estão de visita na Cidade. 

Alguns compositores brasileiros já são eternamente conhecidos por terem escrito suas declarações de amor pelo Rio de Janeiro através de canções como Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Gilberto Gil etc, mas alguns cantores e grupos estrangeiros que um dia passaram por aqui também se apaixonaram pela Cidade e se inspiraram pra compor canções.

O Rio de Janeiro do profeta Gentileza

Quem chega ao Rio de Janeiro pela Rodoviária Novo Rio recebe as boas-vindas através de 56 escritos distribuídos pelas pilastras do viaduto do bairro do Caju. É certo que um profeta passou por ali.

Trata-se de José Datrino, um empresário do ramo de transportes e pai de cinco filhos, que recebeu um chamado divino para "deixar todos os afazeres materiais do mundo para cumprir o espiritual na Terra", como relata o profeta que ficou conhecido por Gentileza.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Madame Satã, figura mitológica da Lapa do século XX

João Francisco dos Santos é pernambucano e nasceu em 1900, conhecido como Madame Satã, mudou-se para Lapa em 1907. Sem profissão e analfabeto, vivia de bicos como entregador de marmita, cozinheiro e segurança nos bares e bordéis da região. Era homossexual, pobre e negro, usava sempre cabelos cumpridos e alisados, vestido com terno branco de linho e chapéu panamá. Provavelmente muitos da minha geração não o conhecem, porém desde muito nova ouvia as suas histórias e hoje, posso observar que Satã sempre representou a verdadeira contracultura brasileira.

De vez em quando cometia roubos, para se proteger e agir, com sua ginga de capoeirista. João, fã do filme de Cecil B DeMille, torna-se Madame Satã, transformista, figura mítica da boemia carioca. Uma espécie de gunfighter da Lapa, fechando bares e enfrentando as terríveis Polícia Especial e D.G.I. (Departamento Geral de Investigações), que enchiam de medo quem andasse nas ruas do bairro.

Em 1907, quando Satã chegou na Lapa o processo de reforma urbana permanecia, a destruição de cortiços e o desmanche de morros. A modernidade que chegava afastava do centro do Rio de Janeiro as populações mais pobres. Nesse processo, a Lapa se tornou um refúgio, onde os expulsos que não eram empurrados para o subúrbio, procuravam moradia por ali. Por essa razão, podemos dizer que o fato de haver perseguição aos moradores do bairro, na época sua maioria prostitutas, cafetões e desempregados, fez com que Satã se tornasse tão famoso e, devido ao grande número de polícias nas ruas para combater aquele povo intitulado “desocupados” pela sociedade, perseguido.

Matame Satã era daqueles que não se arrependia e nem “levava desaforo para casa”, batia, matava e roupava mesmo, tudo pela sua sobrevivência. O ambiente de violência não era relacionado apenas a miséria latente, mas também as relações que eram estabelecidas como citei acima. As relações com a polícia, perseguidora de Satã, sempre marcadas por conflito. Mesmo as alianças tinham como essência a brutalidade. Em sua vida foram 29 processos e três homicídios, resultado de 27 anos de cadeia.

Podemos perceber a importância de Madame Satã como figura mítica da Lapa na metade do século XX, por ser parte do processo de construção da identidade dos setores excluídos. Madame Satã ficou preso por muitos anos na Colônia Penal de Dois Rios, em Ilha Grande. Depois que saiu da prisão continuou morando na Ilha, e em abril de 1976, aos 76 anos, faleceu.

Segue o link da entrevista que Madame Satã concedeu para o Jornal O Pasquim, em 1971. Através dela podemos saber, por ele, como foi sua vida. Os entrevistadores são Sergio Cabral, Paulo Francis, Millôr Fernandes, Chico Júnior, Paulo Garcez, Jaguar e Fortuna.

http://www.tirodeletra.com.br/entrevistas/MadameSata.htm

Amanda Laynes