quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O Arpoador de todos nós


Banhistas e admiradores aguardam o pôr do sol no "Arpex"

O Rio de Janeiro é uma cidade conhecida mundialmente por suas belezas naturais, principalmente suas praias. Uma das mais conhecidas e históricas praias carioca é a do Arpoador. 
Pequena no tamanho e gigante na importância, o "Arpex", como é conhecido carinhosamente, fica entre as praias do Diabo e Ipanema.
A importância do Arpoador é grande não só para a história do Rio de Janeiro como também para o Brasil o mundo, afinal foi lá que em 1948, a alemã Miriam Etz usou biquíni pela primeira vez em terras tupiniquins.
O Arpoador também serve para artistas que querem expor a sua arte, uma das últimas exposições contou com uma vaca caminhando na beira do mar.
A importância do local não para por aí, o pôr-do-sol não poderia ser esquecido. Todos os dias inúmeras pessoas esperam para assistir o espetáculo e aplaudir a bela visão que a natureza proporciona.
Além disso, a bela praia serve de inspiração para vários compositores. São inúmeras as canções que rendem homenagem ao local. Entre elas estão "Lua do Arpoador" do cantor Ivan Lins, "Arpoador" da Mart'Nália, "Faz Parte do Meu Show" do Cazuza, "Pedra do Arpoador" de Paulo Diniz, entre muitas outras.

Por Giovanna Copolilo.





Memórias de uma cidade que não pára


   
Rio noturno: Enseada de Botafogo, Urca, Pão de Açúcar e Niterói ao fundo

      Dono de uma das mais ricas histórias do Brasil, o Rio de Janeiro completará 450 anos de fundação no ano de 2015. Ao longo dos anos, seguindo o ritmo intenso de desenvolvimento dos centros urbanos, a cidade foi se transformando, mas tais mudanças em sua paisagem têm provocado dúvidas, especialmente, quando contribui para a perda da memória histórica do cidadão.  
         Basta um rápido passeio pelo Centro para observarmos essa metamorfose: As novas formas que aos poucos redefinem a Lapa; a demolição da Perimetral – que refletiu visivelmente no trânsito da principal avenida do Rio, alterando a dinâmica de toda a zona central; e o Porto Maravilha, que passa por um processo de revitalização, inaugurou o Museu de Arte do Rio e ainda pretende inaugurar até as Olimpíadas de 2016, o Aquário da Cidade e o Museu do Amanhã.
       Anterior a declaração da Unesco e ao decreto de 2012 que chancelou o Rio de Janeiro com o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana, algumas intervenções na cidade provocaram a perda de lembranças importantes. “É interessante que a preservação exista para que as fontes primárias da história, da arquitetura e do urbanismo sempre estejam disponíveis. O prejuízo para a memória, não só a carioca, é criar ausências, apagamentos na história de povos, de identidades, de grupos étnicos”, afirma a professora de história Patrícia Comarck.
     Nesta seara de mudanças, o Palácio Monroe e o Mourisco são dois exemplos que sofreram transformações irreversíveis, por conta dos mais diferentes motivos, sejam políticos, estéticos ou até mesmo circunstanciais. O primeiro foi demolido apesar de não ter sido empecilho para a construção do metrô e deu lugar a praça Mahatma Gandhi; já o segundo foi reconstruído sem levar em conta o estilo Mouro que o caracterizava.
     Popular na Espanha do século XIII, os traços da arte Moura consistiam em arcos grandiosos e elementos esculpidos de modo ocasional e sucinto. Tal fato revelava aspectos de um período da história brasileira que se concretizava para além dos livros didáticos. “Na Educação, essas construções são interessantes para compor aulas de visitação temática. Indo ao local, lidando com a ambientação, a gente pode explorar melhor os valores arquitetônicos, a parte menos teórica, investindo na imersão do aluno”, diz Patrícia em sua experiência com estudantes do ensino fundamental.
     Ainda hoje algumas demolições em prol da modernidade suscitam dúvidas, mas há uma geração de pessoas, dentre elas pesquisadores e professores cada vez mais atentos a preservação da história e da identidade desta que continua sendo a cidade maravilhosa. Aproveite para conhecer mais sobre perfil histórico do Palácio Monroe e do Mourisco:

Palácio Monroe    


O Monroe e o Metrô em construção
                                              
     Construído no início do século XX, o palácio foi projetado pelo arquiteto e engenheiro militar Coronel Francisco Marcelino de Souza Aguiar para ser o Pavilhão do Brasil durante a Exposição Universal de 1904, em St. Louis, nos Estados Unidos. Após a exposição a estrutura metálica do prédio – desmontável – foi trazida para cá e remontada, em 1906, para sediar a III Conferência Pan-Americana.
     Ao criador do Pan-Americano, o presidente norte-americano James Monroe, foi feita a homenagem, batizando o edifício de Palácio Monroe. O prédio abrigou a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, e o Tribunal Superior Eleitoral, e, durante a ditadura militar, foi transformado em sede do Estado Maior das Forças Armadas.
     Durante as obras de construção do Metrô do Rio de Janeiro, em 1974, cujo túnel foi desviado com a finalidade de preservar as fundações do Palácio, o governo do estado decretou seu tombamento. Não se sabe ao certo o que levou à demolição do edifício, porém, uma das teorias diz que o presidente Geisel aproveitando do apoio dado pelo jornal O Globo, por arquitetos modernistas da época e por parte da população levou o imóvel ao fim por uma questão meramente pessoal.

O belo Palácio que em 1974 seria demolido

     Ernesto Geisel, não só vetou o tombamento como decretou a demolição do palácio, alegando que sua presença atrapalhava a visão do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial – Monumento aos Pracinhas. Hoje, no lugar onde existiu o Palácio Monroe encontra-se a Praça Mahatma Gandhi.

A praça Mahatma Gandhi no lugar do demolido Monroe
Mourisco


O atual Mourisco no início da Praia de Botafogo

     As histórias, porém, não se limitam ao Centro. Na orla de Botafogo, o lugar onde hoje desponta o famoso Mourisco, até a metade do século passado era ocupado por outro prédio. O nome era o mesmo, mas a arquitetura em nada lembrava o atual.
     O edifício original, construído no estilo mouro – o mesmo estilo arquitetônico empregado na Fiocruz – abrigou um restaurante, uma casa de chá/sorveteria e até mesmo uma biblioteca infantil (uma das primeiras a permitirem – e encorajarem – a presença de crianças desacompanhadas), administrada por ninguém menos que Cecília Meireles.

O prédio do Mourisco original

     Durante o Estado Novo, a ditadura do governo do presidente Getúlio Vargas fechou a biblioteca e o local passou a ser utilizado como ponto de coleta de impostos. Em 1952 o prédio foi demolido para dar espaço à obra de construção do Túnel do Pasmado. Hoje, a biblioteca deu lugar a lojas de grifes em um centro empresarial sofisticado, com direito a um heliporto.

Artigo escrito por Gabriel Arouca / Gustavo Rocha

O Personagem João do Rio

     
     Com “Rio” até no nome, o carioca foi um jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo brasileiro. João do Rio, pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, estudou Português no Colégio São Bento, onde começou a exercer seus dotes literários, e aos 15 anos prestou concurso de admissão ao Ginásio Nacional (hoje, Colégio Pedro II). 
     Em 1 de junho de 1899, com 16 anos, teve seu primeiro texto publicado em O Tribunal, jornal de Alcindo Guanabara. Assinando com seu nome "Paulo Barreto", era uma crítica intitulada “Lucília Simões” sobre a peça “Casa de Bonecas de Ibsen”, então em cartaz no teatro Santana (atual Teatro Carlos Gomes).

João do Rio
Rio de Janeiro, em 5 de agosto de 1881 23 de junho de 1921
  
     Entre 1900 e 1903 colaborou sob diversos pseudônimos com vários órgãos da imprensa carioca, como O Paiz, O Dia, Correio Mercantil, O Tagarela e O Coió. Em 1903 foi indicado por Nilo Peçanha para a Gazeta de Notícias, onde permaneceu até 1913. Foi neste jornal que, em 26 de novembro de 1903, nasceu o pseudônimo João do Rio, assinando o artigo "O Brasil Lê", uma enquete sobre as preferências literárias do leitor carioca, deixando para trás "Paulo Barreto". E é como João do Rio que assina o texto do magnífico álbum sobre o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, lançado pela Photo Musso em 1913. 

Curiosidades:
- João do Rio ocupou a cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras. Ele foi eleito em 7 de maio de 1910.
- Foi retratado no cinema, interpretado por José Lewgoy no filme “Tabu” (1982).
Até surgir “João do Rio”, ele tinha mais de onze pseudônimos. 
 * Dentro da Noite - João do Rio: http://www.poemasefrases.com.br/2013/05/dentro-da-noite-joao-do-rio.html  (Clique no link)

  
Assinatura de João do Rio                                              Por Leyda Torquato

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ)





Alerj ao cair da noite com a baía de Guanabara ao fundo

Já que passamos por um período eleitoral a bem pouco tempo, hoje iremos falar um pouco de

um lugar de tamanha importância política para o Rio de Janeiro, e que contribuiu muito para

várias mudanças politicas e sociais no Rio de Janeiro nesses 450 anos.

 A Assembleia Legislativa (ALERJ), onde os poderes legislativos através dos deputados

estaduais passam por grandes decisões que contribuem para a ordem no RJ, Também

conhecida como Palácio Tiradentes, no passado foi a Câmara dos Deputados do Brasil.

Na Alerj existem 36 comissões permanentes, que são formadas por deputados de vários

partidos. De acordo com informações na mídia A Alerj está planejando mudar a sede para um

novo prédio na Cidade Nova, O projeto prevê a construção de duas torres de 20 andares e o

antigo Palácio Tiradentes será transformado em Museu.

Atualmente existe uma amostra permanente sobre a historia do Parlamento Brasileiro, vale a

pena conferir, diariamente das 10h às 17h.

Mais informações:

DISQUE ALÔ-ALERJ 0800-0230007

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Legislativa_do_Estado_do_Rio_de_Janeiro

Fotografia: Por Daiane Carvalho

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Street Art: O som que vem da rua


Rio de janeiro. São aproximadamente 450 anos de reconhecimento não só por sua beleza natural, população alto astral, boemia e afins. Rio de Janeiro é também lugar de arte de rua! Não é necessário procurar muito para achar um músico no metrô, um grafiteiro deixando sua marca e até uma parceria inusitada entre estilos musicais. Que tal um mix de violino com uma pegada de Beatbox? 
Banner do Buiu: Show na rua ensolarada

Madureira, Zona norte do Rio. Um sábado nem tão comum, afinal era véspera do dia das crianças. Ao longe, se houve uma batida diferente.  Tratava-se de uma apresentação de beatbox, que segundo definição Consiste na arte em reproduzir sons de bateria com a voz, boca e cavidade nasal. Também envolve o canto, imitação vocal de efeitos de DJs, simulação de cornetas, cordas e outros instrumentos musicais, além de outros efeitos sonoros. 
BeatBox em plena atividade em Madureira

Ao me aproximar, reparei que dezenas de pessoas, que estavam alí em busca de preço baixo, pararam suas compras para ver o rapaz que com apenas um microfone e um amplificador, substituía toda a aparelhagem pela qual a música eletrônica é composta. 

O Artista e os sons tirados da garganta

O artista era o Buiu Beatbox, que está no Rio faz alguns anos e faz apresentações há algum tempo. Em uma busca rápida na internet, logo encontramos vídeos de Buiu fazendo seu repertório no Largo do Machado, em alguns deles acompanhado de um violinista. (Combinação de ritmos que ficou no mínimo muito interessante) Existem também vídeos do rapaz que é do Paraná, se apresentando em eventos de música Charme. Confira um trecho da apresentação de Buiu BeatBox  e Gringo : 




Gisele Martins
Mayara Gomes

Rio terá musa oficial para coroar os 450 anos da cidade


Em comemoração aos 450 anos do Rio, a Cidade do Rio de Janeiro vai ganhar uma

musa oficial para coroar a data, completados em março de 2015. O concurso Rainha

Rio450 vai mobilizar a cidade para a escolha da mais bela carioca. Serão várias etapas,

e a final acontecerá no dia 17 de janeiro, em uma cerimônia de gala no Centro Cultural

João Nogueira (Imperator), no Méier.

A grande vencedora representará oficialmente a cidade em eventos relacionados às

comemorações. As interessadas precisam ter relação afetiva com o bairro que

representarão. É necessário também enviar foto e um vídeo explicando a importância do

bairro em sua vida. No momento da inscrição, que pode ser feita até 30 de novembro, a

candidata deve indicar o bairro que vai representar e justificar sua ligação afetiva com o

local. O concurso acontece em seis etapas: na primeira, 66 candidatas serão escolhidas

e, na segunda, um júri técnico vai selecionar presencialmente 33 moças, uma de cada

região administrativa, que participarão da grande final. No evento, as moças farão

desfiles e entrevistas, até a escolha da vencedora.

Musa não precisa ser carioca

Exibindo solange-medina.jpeg
Solange Medina, uma das candidatas à musa Rio450

Diferente dos concursos de beleza convencionais, as candidatas devem ter entre 18 e 30 anos

– intervalo que permite mulheres um pouco mais maduras entrarem na disputa. As

interessadas poder fazer inscrições no site oficial Rainha Rio 450 entre os dias 30 de outubro

e 30 de novembro. Na página, as mulheres devem preencher um questionário e atender aos

pré-requisitos. Os jurados selecionarão uma candidata por bairro, por isso é importante

enviar uma foto e um vídeo explicando a importância daquele bairro na vida dela.

O objetivo do Comitê Rio450 com a organização do concurso é engajar a população e

reavivar a memória dos que viveram a época do IV Centenário, em 1965, quando a

decoradora de interiores Solange Medina, então uma adolescente, foi eleita a rainha da

comemoração. Na ocasião, ela foi a responsável por cortar o primeiro pedaço do bolo de

400 metros no Maracanãzinho, além de ser recebida com honras de chefe de Estado em

Portugal e na Espanha.

Para o presidente do Comitê Rio 450, o compositor e poeta Vinícius de Moraes, símbolo da

carioquice desde a época do primeiro concurso, define bem o estilo ideal da

vencedora: “Como já dizia Vinicius de Moraes, carioca não é uma questão de nascimento,

mas sim de estado de espírito”.

Luís Felipe Baltazar


Fonte: Guilherme Brito/G1

terça-feira, 4 de novembro de 2014

J. Carlos Carioca, caricaturista e apaixonado pelo Rio de Janeiro

Um dos mais originais caricaturistas brasileiro do inicio do século XX. O humor, a rapidez e a clareza de seus traços assinalam as mudanças de comportamento e costumes ocorridas, à época, no Rio de Janeiro.

Ao longo de sua carreira J. Carlos, com suas charges, faz a crônica do processo de urbanização da capital carioca e dos seus efeitos sociais. O motivo das charges de J. Carlos é o carioca, seus hábitos e seu entorno. Seus desenhos são testemunhas do surgimento do chope, da fotografia, telefone, o samba, o bonde elétrico, do automóvel, do cinema, do avião, da cultura do futebol, da praia e do carnaval, e no campo político, a República Velha, a Revolução de 30, o Estado Novo e as duas Guerras Mundiais. Sua crônica visual retrata tanto os hábitos afrancesados das classes mais favorecidas, como os chás da tarde na Confeitaria Colombo, como o nascimento da cultura do morro, a disseminação das favelas e a sobrevivência da cultura carioca do Rio antigo no bairro da Lapa.

Quando Walt Disney visita o Brasil J Carlos dá a ele um presente que é a caricatura de um papagaio, que Walt Disney batiza de Zé Carioca.


A Imagem do Sambista carioca pelos desenhos de J. Carlos:


O documentário "J. CARLOS - a figura da capa" foi dirigido pelo jornalista José Brito Cunha, um dos bisnetos do artista. O projeto durou seis anos até ser exibido no Canal Futura em fevereiro de 2009, ano em que o caricaturista foi enredo da escola de samba Acadêmicos da Rocinha. O filme retrata a vida e obra de José Carlos de Brito e Cunha e sua contribuição para a imprensa brasileira durante a primeira metade do século XX. Além de manifestar opinião e crítica com o traço, J. Carlos também influenciou alguns hábitos e modismos da época.

A entrevista está disponível no link abaixo:


J. Carlos gostava muito de desenhar melindrosas:


De agosto a setembro de 2014 o Centro Cultural dos Correios abrigou a exposição chamada J Carlos em Revista. Essa exposição mostrou as três faces do artista designer, cronista e publicitário.

Priscila Correa


O MAR- Museu de Arte do Rio

O Museu de Arte do Rio de Janeiro - o MAR - faz parte do projeto de revitalização da área portuária da cidade, Porto Maravilha, que abrange a derrubada do viaduto da perimetral, a construção do Museu do Amanhã, a nova Praça Mauá e toda uma região dedicada ao comércio e turismo. Inaugurado em 2013, está situado na Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro.
Com projeto arquitetônico do escritório Bernardes + Jacobsen, o complexo do museu é composto por dois prédios: o palacete Dom João VI - em estilo eclético, de 1916, que abriga as exposições - e o prédio onde funcionavam o Hospital da Polícia Civil e o antigo terminal rodoviário Mariano Procópio – um dos primeiros em estilo modernista do Brasil, datado de 1940, onde está hoje a Escola do Olhar. Ambos foram reformados e estão agora unidos por uma praça no térreo, uma passarela suspensa e uma cobertura.


Como uma onda no MAR:
A cobertura é uma obra grandiosa de engenharia, simulando uma onda pairando no ar. A “onda” tem o objetivo de criar harmonia visual entre os dois prédios do MAR, unindo tão diferentes estilos. O projeto audacioso teve o auxílio criativo de um artesão especializado em alegorias para escolas de samba do carnaval do Rio de Janeiro, que confeccionou uma enorme forma de isopor. Essa estrutura foi esculpida em um galpão e transportada em partes para ser concretada no alto dos prédios de uma só vez, em 13 horas de trabalho ininterrupto, por uma equipe de 90 profissionais, num feito inédito no Brasil.

Dia das Crianças na Orla de Botafogo

No dia 12 de outubro a orla de Botafogo recebeu um evento das 8h às 12h para os baixinhos se divertirem no dia especial. Houve participação de NO OLHO DA RUA, e apoio do Botafogo Praia Shopping, ESPANYOL, BRINCARTE, CAPOEIRA DE ANGOLA e CLUBECULT. O evento teve brincadeiras como capoeira, futebol, oficinas e um show em apoio a criação da associação de pais de Botafogo e a criação de um Baixo Bebê Botafogo.

A programação começou às 8h00 no futebol com o RCD ESPANYOL que ofereceu aulas de escolinhas de futebol, torneios e eventos. Às 9h00 foram as oficinas de arte, com pintura de rosto e bolomania com os recreadores do Botafogo Praia Shopping. Em seguida, às 9h30, foi a vez das brincadeiras do BRINCARTE, que estimulou as crianças a descobrir e conhecer o mundo que os cerca com movimentos e motivação do lúdico. 

Para animar, às 10h00, houve rodinha de capoeira com o Mestre Marrom & alunos da Associação de Capoeira Angola, que desenvolveram um trabalho de preservação, pesquisa e prática da capoeira Angola. A música começou para a criançada, às 10h30, com NO OLHO DA RUA, em forma de quarteto tocando musicas instrumentais. 

O teatro, a recreação tradicional e a decoração artesanal ficaram por conta do Clubecult, que tomou conta do espaço às 11h00. O mascote Foguinho chegou às 11h30 e ficou, para a alegria da moçada, até o encerramento do evento ao meio dia.

Thiago Reis

Aterro do Flamengo a um passo do cinquentenário

O maior parque carioca é hoje sinônimo de lazer e desordem



No mesmo ano em que a Cidade Maravilhosa comemorará seus 450 anos, outra data também merece atenção: os 50 anos de fundação do Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, mais conhecido como Parque do Flamengo, Aterro do Flamengo ou, simplesmente, Aterro. A área que nasceu da ideia da urbanista Lotta Macedo Soares em criar uma gigantesca área de lazer aberta a todos, foi tombada como Patrimônio Histórico e Arquitetônico em 1965 e hoje é palco de muitas alegrias e tristezas.

Com mais de um milhão e duzentos mil metros quadrados de área arborizada, abrigando quadras de esportes variados, rampas para skate, anfiteatro infantil, ciclovia compartilhada com área para corrida e caminhada, e, ainda, toda a orla da praia do Flamengo, o maior aterro urbano do mundo, é reconhecidamente a maior área de lazer pública e gratuita da cidade.

Com tanta área disponível e um contingente de apenas oito guardas-municipais que dispõem de um único veículo, segundo informação de um guarda municipal que tapou o nome no uniforme para não ser identificado, a rotina no parque é motivo de preocupação para seus frequentadores. Entretanto, a patrulha não se restringe a órgãos oficiais; moradores do bairro, tais como a fotógrafa Christina Amaral, mobilizam-se para pedir melhorias. Na página Aterro Vivo - grupo criado na rede social Facebook com o objetivo de discutir soluções voltadas à revitalização, manutenção e segurança do Parque do Flamengo-, a ativista publica na rede social o resultado de suas “patrulhas” diárias e frequentemente denuncia possíveis irregularidades no parque. Christina explica que os carros que trafegam no parque são um grande problema e que, inclusive, já presenciou o atropelamento de uma ciclista por um caminhão da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb).

“Estão todos reclamando da carga e descarga no meio dos pedestres. A polícia parou e falou que não podia. O cara da barraca e da Kombi nos xingaram e nos ameaçaram na frente dos policiais” e “Tragédia anunciada: os carros continuam” são apenas duas das várias postagens de Chistina alertando sobre um problema recorrente e reparado até mesmo por quem, a princípio, seria parte do problema. Telma dos Reis, de 56 anos e dona da “Barraca da Telminha 4/78” há vinte anos, usa uma bicicleta de carga para carregar os cocos que vende e desabafa: “Bombeiro, até a segurança, todos passam ‘voadão’ por aqui. Bicicleta, nem se fala; não usam a ciclovia. Este é um dos grandes problemas daqui. É isso todo dia.”

Após circular por pouco mais de uma hora no parque, foi possível cruzar com três carros da empresa de telefonia Vivo estacionados sobre a grama, um da Comlurb e outro da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) trafegando na ciclovia e alguns tratores e maquinários relativos à estação de tratamento de esgoto no rio Carioca. (Foto: Christina Amaral)

Vocação para grandes eventos

O dia 21 de setembro foi mais um exemplo de como o Parque do Flamengo pode se transformar em uma arena para eventos grandiosos. O Dia Mundial sem Carro foi comemorado com a 27ª edição de “Um dia sem Carro” junto com o 3º “Circuito Pedalar”, Apesar da chuva que insistia em cair, os eventos conseguiram concentrar aproximadamente 20 mil ciclistas que percorreram o circuito de 12 quilômetros entre o Monumento dos Pracinhas e a Praia de Botafogo. (Assista ao vídeo abaixo)


Maria Cecília Castro

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Rio de Janeiro através da música

Canções são prova de amor pela Cidade, trilha de sua essência e do Carioca

O Rio de Janeiro é uma cidade inspiradora, em diversos aspectos, principalmente pra arte. Seus cartões postais são conhecidos mundialmente através de fotografias, cinema, moda, literatura e claro, através da música. Canções emblemáticas, conhecidas não só pelos brasileiros mas por estrangeiros, descrevem a essência e a história do Rio e dos cariocas sendo consideradas trilhas sonoras pra muitos que vivem ou estão de visita na Cidade. 

Alguns compositores brasileiros já são eternamente conhecidos por terem escrito suas declarações de amor pelo Rio de Janeiro através de canções como Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Gilberto Gil etc, mas alguns cantores e grupos estrangeiros que um dia passaram por aqui também se apaixonaram pela Cidade e se inspiraram pra compor canções.

O Rio de Janeiro do profeta Gentileza

Quem chega ao Rio de Janeiro pela Rodoviária Novo Rio recebe as boas-vindas através de 56 escritos distribuídos pelas pilastras do viaduto do bairro do Caju. É certo que um profeta passou por ali.

Trata-se de José Datrino, um empresário do ramo de transportes e pai de cinco filhos, que recebeu um chamado divino para "deixar todos os afazeres materiais do mundo para cumprir o espiritual na Terra", como relata o profeta que ficou conhecido por Gentileza.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Madame Satã, figura mitológica da Lapa do século XX

João Francisco dos Santos é pernambucano e nasceu em 1900, conhecido como Madame Satã, mudou-se para Lapa em 1907. Sem profissão e analfabeto, vivia de bicos como entregador de marmita, cozinheiro e segurança nos bares e bordéis da região. Era homossexual, pobre e negro, usava sempre cabelos cumpridos e alisados, vestido com terno branco de linho e chapéu panamá. Provavelmente muitos da minha geração não o conhecem, porém desde muito nova ouvia as suas histórias e hoje, posso observar que Satã sempre representou a verdadeira contracultura brasileira.

De vez em quando cometia roubos, para se proteger e agir, com sua ginga de capoeirista. João, fã do filme de Cecil B DeMille, torna-se Madame Satã, transformista, figura mítica da boemia carioca. Uma espécie de gunfighter da Lapa, fechando bares e enfrentando as terríveis Polícia Especial e D.G.I. (Departamento Geral de Investigações), que enchiam de medo quem andasse nas ruas do bairro.

Em 1907, quando Satã chegou na Lapa o processo de reforma urbana permanecia, a destruição de cortiços e o desmanche de morros. A modernidade que chegava afastava do centro do Rio de Janeiro as populações mais pobres. Nesse processo, a Lapa se tornou um refúgio, onde os expulsos que não eram empurrados para o subúrbio, procuravam moradia por ali. Por essa razão, podemos dizer que o fato de haver perseguição aos moradores do bairro, na época sua maioria prostitutas, cafetões e desempregados, fez com que Satã se tornasse tão famoso e, devido ao grande número de polícias nas ruas para combater aquele povo intitulado “desocupados” pela sociedade, perseguido.

Matame Satã era daqueles que não se arrependia e nem “levava desaforo para casa”, batia, matava e roupava mesmo, tudo pela sua sobrevivência. O ambiente de violência não era relacionado apenas a miséria latente, mas também as relações que eram estabelecidas como citei acima. As relações com a polícia, perseguidora de Satã, sempre marcadas por conflito. Mesmo as alianças tinham como essência a brutalidade. Em sua vida foram 29 processos e três homicídios, resultado de 27 anos de cadeia.

Podemos perceber a importância de Madame Satã como figura mítica da Lapa na metade do século XX, por ser parte do processo de construção da identidade dos setores excluídos. Madame Satã ficou preso por muitos anos na Colônia Penal de Dois Rios, em Ilha Grande. Depois que saiu da prisão continuou morando na Ilha, e em abril de 1976, aos 76 anos, faleceu.

Segue o link da entrevista que Madame Satã concedeu para o Jornal O Pasquim, em 1971. Através dela podemos saber, por ele, como foi sua vida. Os entrevistadores são Sergio Cabral, Paulo Francis, Millôr Fernandes, Chico Júnior, Paulo Garcez, Jaguar e Fortuna.

http://www.tirodeletra.com.br/entrevistas/MadameSata.htm

Amanda Laynes

Nesses 450 anos, existe um lugar que também merece os parabéns: o Real Gabinete Português de Leitura

Fundada em 1837 por um grupo de quarenta e três imigrantes portugueses, refugiados políticos, a instituição foi a primeira associação desta comunidade no Rio de Janeiro. O objetivo era promover a cultura entre eles na então capital do Império. O edifício atual, projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro, foi erguido entre 1880 e 1887, e ainda deixa os visitantes boquiabertos por sua exuberância. Possui estilo neomanuelino, e seus detalhes homenageiam grandes nomes da história portuguesa como Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Fernão Lopes, entre outros.

Parágrafo: Além de toda beleza e cultura histórica, tem a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal, são cerca de 350.000 volumes, como um exemplar raro da edição "princeps", de Os Lusíadas de Camões (1572), e uma coleção de pinturas de José Malhoa, Carlos Reis, Oswaldo Teixeira, etc. Como visitantes ilustres, encontram-se nomes de Machado de Assis, Olavo Bilac e João do Rio.


Parágrafo: Não dá para deixar de fora dos parabéns o prédio histórico de 177 anos, utilizado como locação para diversas gravações e listado na 4ª posição dentre as 20 mais lindas bibliotecas do mundo segundo a revista Times. Não é a toa que encontra-se tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Vale a visita!

Localização: Rua Luís de Camões, nº 30 - Centro do Rio

Leyda Torquato

Cinquentenário do Parque do Flamengo tem concurso de cartaz até o dia 20 de outubro

Até o dia 20 de outubro de 2014, estão abertas as inscrições para o 3º Concurso do Rio em Cartaz, uma edição comemorativa dos 50 anos do Parque do Flamengo, que será comemorado em outubro de 2015.

O concurso tem como objetivo aprofundar a reflexão sobre design, sua prática, seus processos, sua função social e sua identidade. A participação é aberta a todos os interessados, assim como aos estudantes e profissionais da área de Design, Comunicação, Arquitetura, Belas Artes e áreas afins.

Com uma premiação de 20 mil reais, divididos entre os três primeiros colocados, o concurso é aberto a todos interessados, estudantes ou profissionais (somente pessoas físicas) das áreas de Design, Arquitetura, Comunicação, Belas Artes e afins, residentes no país.

Para conferir o edital e fazer gratuitamente sua inscrição, basta acessar o site:

Maria Cecília R. Castro

Toca do Vinicius: um Espaço em Ipanema dedicado à Bossa Nova

A Toca do Vinicius, um espaço dedicado ao melhor da Bossa Nova, do MPB e do Samba com discos, livros e camisas, local onde ainda se encontram discos de vinil para a venda.

Carlos Alberto é educador e nunca imaginou na vida que um dia teria um espaço dedicado aos livros e à música, tanto que mais jovem chegou a estudar para ser diplomata. Me contou também que no inicio de 1993 o compositor Ronaldo Boscoli o convidou para um projeto: criar a “Casa da Bossa Nova”, que iniciou com o nome “Toca da Bossa Nova”. Em agosto do mesmo ano Vinicius de Moraes faria 80 anos, e o Jornal do Brasil fez uma campanha SOS Vinicius visando homenageá-lo porque ninguém queria fazê-lo. Ele então montou um stand na Bienal do Livro só com livros dele.

No dia 27 de setembro de 1993 conseguiu realizar seu sonho, abrir a Toca da Bossa Nova. Em 1997 recebeu uma doação do cearense Joaquim Campos que era dono de um restaurante em Ipanema o Pizzaolio, ele fazia gravações das mãos de pessoas famosas, seu amigo Reinaldo Jardim (jornalista, poeta, radialista e teatrólogo falecido em 2011) teve uma ideia de que se em Hollywood havia a calçada da fama, porque Ipanema também não poderia ter a sua calçada da fama?

As 19 primeiras placas ainda foram gravadas no Pizzaiollo então, Carlos Alberto comprou as 19 placas, criou um projeto especial para elas e mudou o nome para CALÇADA DA FAMA DE IPANEMA, tendo gravado, já na Toca do Vinicius, até o presente, outras 87 placas, dentre as quais, Oscar Niemeyer, Chico Buarque, Zico, Bellini, Henri Salvador, Carlos Lyra, Roberto Menescal entre outros. Para evitar usos comerciais, Carlos Alberto registrou a marca Calçada da Fama de Ipanema.


A Toca possui um pequeno museu onde se encontram as placas e outras relíquias, que no momento se encontra em obras e fechado a visitação.

A Toca promove shows ao ar livre, em frente à loja, (eu já assisti a um show muito agradável, que se não me engano era Leny Andrade, em que havia um piano e banquinhos para as pessoas assistirem), e promoveu um congresso falando sobre MPB com 30 horas de duração no colégio Notre Dame em Ipanema.



Priscila Arrochellas

Rio de Janeiro em sua origem com 450 anos

Grande personagem e descobridor do Rio de Janeiro, Gaspar de Lemos, comandante do navio que transportava mantimentos, foi designado a retornar a Portugal no inicio do ano de 1501, após curta estadia em terras de Vera Cruz, levando para D. Manuel I as noticias do descobrimento do Brasil. Assim retornando a Lisboa com a carta de Pero Vaz de Caminha que comunicava ao rei, tal façanha. Neste retorno o comandante acompanhou por um longo trecho o litoral brasileiro até iniciar sua viagem em alto mar para a Europa.

No final do ano de 1501 Gaspar de Lemos volta ao Brasil, desta vez em uma viagem exploratória na companhia, dentre outros, de Américo Vespúcio. Nesta, Gaspar faz diversas descobertas, entre elas, o Arquipélago de Fernando de Noronha e logo no ano seguinte em 1 de Janeiro de 1502 chega a Baía de Guanabara, que confundiu com um rio e batizou nosso maravilhoso Rio de Janeiro, fazendo ligação ao mês de descoberta. Neste mesmo ano o comandante chega a Angra dos Reis em 6 de janeiro e a Ilha de São Vicente em 22 de janeiro.

Gaspar da Gama como também é conhecido, era um Judeu nascido na Polônia onde foi expulso ou teve que fugir ainda quando criança porque sua família não aceitou converter-se ao cristianismo. Assim após uma longa viagem em meados de 1450 através da Itália, Terra Santa, Egito, entre outros, decidiu permanecer em Gôa, na Índia, ali adquirindo prestígio como comandante de armadas. Nesta ilha Gaspar conheceu Vasco da Gama, em 25 de Setembro de 1498 e criando uma sólida amizade. Quando retornado a Portugal, Vasco da Gama apadrinhou Gaspar de Lemos e deu-lhe o seu nome, pelo que passou a chamar-se de Gaspar da Gama.

Vitor Arruda